
Há perdas que se fazem sentir apenas junto dos familiares mais próximos e dos amigos. Recordo a propósito a perda de uma tia minha, de sua graça Ermelita, que de velhaca que era foi chorada por pessoas tão próximas, mas tão próximas, que apenas o coveiro e o seu irmão gémeo siamês compareceram ao funeral. Mas há outras que são uma perda para o colectivo nacional, ou seja, para todos nós. Ou seja, para Portugal!!
Todos sabemos que os polícias são mal pagos e têm poucas regalias para os riscos que correm. Advém daí, que haja nesta corporação, alguma corrupção e que haja também algum refugo que por ali preste os seus serviços.
Por isso é com pesar que digo: morreu um dos maiores polícias de Portugal. E para além da sua excelência profissional, posso também adiantar que era um grande homem. Lia-se em respeitado diário, com direito a primeira página e nas palavras de quem melhor o conhecia que “ Era um bom pai, um bom marido e um grande polícia”. A PSP está mais pequena e a nação chora lágrimas de sangue.
E se as possibilidades de encontrar com um polícia tão nobre já eram poucas, agora ainda são menores.
Mas descansemos: os pequenos PSP que sobram, moveram uma pequena mas incansável caça ao assassino.
P.s. - e porque não quero ter peso na consciência, aviso já que por mim ele não morreu. Se quiserem, morreu por vocês.
Acho de mau gosto este artigo, uma vez que aborda uma profissão muito sacrificada e até a morte de uma pessoa. O que escreveu o artigo até é dos que gosto mais, mas este artigo é de mau gosto.
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