Segundo um estudo de uma reputada instituição americana, os adolescentes que ouvem música através de leitores de MP3 (Ipod e seus derivados) estão mais propensos a praticar “o amor” mais cedo do que aqueles que não utilizam o aparelho.A razão parece ser simples. Os adolescentes hoje consumem cada vez mais música. Sejam elas rap, hip-hop, pop or rock, a grande parte das músicas contém palavras, frases e mesmo orações que incitam ao coito inter-pessoal. Não ao coito do “jogo da apanhada” mas sim ou outro, o do jogo do “anda cá, que apanhei-te a jeito. Olha, coito!”.
Para provar a veracidade deste estudo, decidi ir até a um local onde a música fosse o catalizador e ponto aglutinador de jovens necessitadas de carinho e de amor. Olhando para o calendário dos festivais não só reparei que falhara o Sudoeste como Paredes de Coura escapara-me por entre os dedos restando-me apenas uma opção: a festa da aldeia da terra da minha avó em distantes terras transmontanas.
O concerto prometia a melhor edição de sempre. Como cabeças de cartaz – e logo no mesmo dia – estavam agendados dois artistas consagrados e que foram responsáveis pelo arrastamento e ajuntamento de milhares de convivas: o Nel Monteiro e a Romana. A enchente no largo da aldeia era de tal forma que até um velho afirmou entre falta de dentes: “nunca vi tal coisa, nem naquela altura em que o míldio me queimou a azeitona.” Desconheço o significado daquelas palavras mas sempre se desculpa pelo facto de ser terra de dialectos e de segundas línguas.
Mas o ambiente prometia. Antes de sair de casa borrifei-me com a “loção do amor”, um creme à base de feromonas, nandrolona e testosterona para estimular o contacto com as jovens. Assisti ao concerto entalado entre duas emigrantes luxambuerguesas, dois ucranianos, um grupo de brasileiros e três gajos de farto buço - mas que me foram apresentadas mais tarde como sendo a Angela e duas amigas.
Ainda o concerto não tinha começado e o meu plano ruira por completo. Os odores libertados pela minha loção do amor não conseguiram penetrar na espessa muralha de aromas que dominavam a festa constituída pela sardinha assada, entremeada e coratos. A loção não só funcionou como ao misturar-se com estes odores ganhou um cheiro de tal forma intenso que eu comecei a cheirar a virilhas.
Depois o Nel Monteiro não é propriamente um Justin Timberlake e nem mesmo toda a Romana chama tanto a atenção como uma só mama da Beyoncé. Também não me parece que o último sucesso do Nel Monteiro “Puta Merda Vida Cagalhões” conseguisse aquele nível de sensualidade e erotismo que andava à procura.
Depois também vim a descobrir que com a quantidade de emigrantes, imigrantes, turistas e locais com ausência de dentes, eu era o único que falava português. A língua, esse segundo orgão sexual, era agora um bloqueador que me impedia qualquer contacto inter-pessoal.
Foi só nessa altura que percebi que há coisas e estudos que só funcionam no outro lado do Atlântico. Estão a ver aqueles videos da MTV com gajas com farto peito, rabo saltitante e mexido, com movimentos travessos a dançarem à beira da piscina enquanto o rapper manda-lhe champangue para cima e vagarosamente passa a mão pelos gentis quadris das raparigas gritando repetidamente "gasolina"? Pois, não se apanha nada disso nas festas de aldeia.
Esse grande Êxito esteve em grande rotação no meu pasquim nos últimos tempos, antes de termos sido ameaçados com remoção de orgãos importantes para a nossa sobrevivência (e descendência).
ResponderEliminarO que é cheirar a virilhas?
ResponderEliminarEu penso que o autor queria dizer "cheirar a ervilhas". Por acaso odeio o cheio dos refogados. Não sei porquê mas fazem-me lembrar virilhas.
ResponderEliminarCaro se faz favor,
ResponderEliminarfaça o favor de se meter na sua vida. Vá para dentro que isto cá fora não é para meninos.
desenganem-se os que leram este post.
ResponderEliminarO insucesso do kinder neste concerto da aldeia, prende-se com o seu permanente insucesso com as mulheres, devido principalmente à sua diminuta estatura.Porquê? Porque, por e simplesmente, não o vêem. Houve até quem o confundisse com o anão da aldeia (nas aldeias há sempre um anão) e este, não goza (se calhar, nunca "gozou") de sucesso entre as mulheres.
A verdade é que as festas da aldeia são um debroche.
Qualquer jovem da cidade, que vá a uma festa da aldeia o sabe. Sabe que entre a cerveja e a sardinha, há beijinhos na moçinha. Sabe que as emigrantes liberais, gostanm de bacanais.
O kinder não é exemplo. Nem com todas as ferormonas do mundo lhe pegam. Alguém já ouviu dizer que o corcunda de Notre Dame casou e viveu feliz para sempre?
Porque diacho, iria o kinder ter sucesso no concerto da aldeia, se não o tem fora dele?
Acho que o kinder, nem numa orgia com 30 mulheres para dois homens se safava.
A não ser que estas fossem ceguinhas e anãs, combinação que graças a Deus rareia.
Reinu, por vezes fico admirado como o teu hálito consegue apodrecer os teus dedos. Se não fosses meu amigo, metias-me nojo e asco.
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