segunda-feira, dezembro 24, 2007

Um Natal de morrer

Eu sei que estamos num período de paz e amor. Afinal foi por estes dias que nasceu o menino Jesus e somos inundados com mensagens de partilha, de carinho, de ternura e fraternidade. E é por isso que tudo o que vem contra esta ordem natural das coisas é motivo de me fazer sentir um calafrio na espinha.

Hoje, véspera de Natal, decidi abrir a minha caixa de correio na esperança de ver ali um cartonito de Natal perdido, de alguém que deixou para a última a sua mensagem de alegria nesta quadra, quando percebo que sou brindado com 4 cartões de Natal. Dois de uma conhecida imobiliária e mais dois enviados por instituições bancárias. Esta juventude sabe trabalhar a sério: nunca se esquecem de desejar felicidades e um própero ano novo quando todos sabemos que, a continuar a pagar o que pago, o meu próximo ano é que os vai fazer mais afortunados.

Mais um pequeno esforço e é quando reparo naquele folheto desamparado, ali mesmo ao fundo da caixa de correio, sozinho, triste, ligeiramente húmido e aguardando pela minha companhia; o jornal Dica da Semana do Lidl.

É então que fico a saber que, esta semana, o salmão fumado está muito mais barato, com 33% de desconto. E as bananas nem se falam. E porque se aproxima fim de ano, as bebidas e os aperitivos são o centro da comunicação com descontos que só não me assombram porque eu desconheço se são baratos ou não. Mas o que me deixa fascinado na Dica da Semana não são estas oportunidades mas sim os anúncios que aqui são publicados.

Logo na capa, duas grandes marcas disputam a primazia. Entre o salmão a 2,99 e a banana, quais são as marcas que se degladiam para obter o olhar do consumidor? Acertou: duas Agências Funerárias. A Agnus Dei e a Diplomática. É bem visto sim senhor. Eu quando estou necessitado de arranjar uma funerária, a primeira coisa que me ocorre é ir folhear a Dica da Semana.


Segundo fontes próximas, há quem acredite que exista um acordo de permuta entre as duas partes:

-Vocês poêm os nossos anúncios na capa e se alguém morrer em alguma das vossas lojas, o cliente passa de vosso a nosso.
-Mas porque raio havia de morrer alguém nas nossas lojas?
-Vocês têm uns preços fenomenais. Alguém pode ter um enfarte ou um espasmo cerebral ao perceber que o pistacho está muito mais barato do que aquele que compraram dias antes. E depois fica aí um cheirete que até podem pensar que vem das beringelas. Quanto mais depressa actuarmos, melhor.
-Está bem visto, sim senhor. Venham de lá esses anúncios.


Os dois anúncios também são um espelho do nível de concorrência agresssiva a que chegou o negócio da morte. Tanto a Agnus Dei como a Diplomática mantêm um número de telefone permanente, 24 horas por dia, porque já sabemos que a morte, como madrasta que é, nem sempre avisa quando chega. Mas depois há aquelas coisinhas pequenas que podem fazer toda a diferença no serviço. Ambas mantêm viva a tradição pombalina de “enterrar os mortos e cuidar dos vivos”. Enquanto a Agnus Dei garante café no velório, a Diplomática vai mais longe e disponibiliza também um serviço de chá. O que é bastante reconfortante. Mas onde a Agnus Dei ganha aos pontos é no serviço do pessoal. A Agnus Dei apresenta uma equipa mais vasta e profissional, não se coibindo de mostrar a face do Colaborador do Mês. Podemos duvidar do que ele fez para atingir tal grau de satisfação junto do patronato. Pode ter sido pelo fato do defunto imaculado, com os vincos todos direitos. Pode ter sido pela escolha das flores ou mesmo pelo cházinho que “desta vez estava demais”. Pode ter sido pela fantástica limpeza, lavagem e aspiração da carrinha funerária. Não sabemos mas na Agnus Dei há a certeza de um serviço sério e completo. É isto que um defunto procura: rigor e atenção. Não falo do rigor mortis mas sim daquele rigor que um defunto deseja. Um tipo quando estica o pernil, pelo menos vai para o Além bem tratadinho.

Em jeito de conclusão, e se eu pudesse escolher, optava pelo Salmão Fumado do Ikea que é mais barato e melhor que o do Lidl mas escolhia a Agnus Dei para o serviço da morte.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

A Banda Sonora Oficial dos Seguranças do Porto



Em escuta, um grande tema, interpretado pelo Macaco Líder, também conhecido pelo líder dos Super-Dragões. De salientar que esta música tem uma batida muito interessante. E quando me refiro a "batida" não estou a falar nem dos abatimentos a tiro nem das batidas que se fazem aos seguranças do Porto.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Fónix

Faço aqui um interregno nos posts natalícios para me debruçar sobre a etimologia da palavra “fónix”. Ora se bem me parece ela deriva de uma bem mais picante (f**a-se) e é utilizada como calão quando queremos demonstrar desprezo, raiva, surpresa, espanto, etc. Gostariam de ter uma calças da marca “Catano”? Ou comprariam um vinho tinto “Cenaita”? E um automóvel “Fosga-se” faria as vossas delícias? Aposto que não diriam que não a um mp3 da “Bué”. Nem a um aparelho de ar condicionado “Briol”... E uma empresa de aviação low-cost “Carago”? Viajariam nela? Bem, isto tudo para dizer que se é assim que os CTT querem ser uma marca “prá-frentex” arriscam-se mas é a ser uns “fatelas” do “caraças”...

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Nomenclatura

Depois de "Berto Maluco", "Gaiato", "Quinze Dias" e "Bruno Pidá", está visto que, para se ser segurança no Porto, não é só preciso ter músculo. É também obrigatório ter um nome imbecil.

domingo, dezembro 16, 2007

Cura de morte

Recentemente foi retirado do mercado um medicamento que, no limite, pode levar os pacientes a ter ideias suicidas. O nome do medicamento em causa, é Champix. E enganem-se todos aqueles que julgam tratar-se de um tratamento para o cabelo. Não, o Champix é um fármaco que ajuda a deixar de fumar. O próprio Diogo Infante deu a cara - e os pulmões - por este produto numa campanha publicitária muito recente. Esperemos agora que não dê a vida.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Palavra de honra

Em solidariedade com os argumentistas americanos que decidiram iniciar uma greve no dia 5 de Novembro e que já inviabilizaram vários projectos de filmes, atrasaram a produção de séries como Lost, 24, Desperate Housewifes, Heroes e de tantas outras; e já colocaram em risco a produção de muitos talk-shows americanos como Jay Leno ou Conan O'Brien, eu também decidi, durante o dia de hoje, não postar nem mais uma palavra. Tirando estas 71.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

A Rua da Desgraça Infantil

Não sei em que tempos é que vivemos – alguns podem dizer que estamos em Dezembro de 2007 – mas é certo que vivemos de forma muito diferente daquela quando éramos pequenos ou pequenas e inocentes petizes brincando sem malícia na rua do nosso bairro. Longe vão os tempos em que pedia às minhas primas para mostrarem o pipi e elas na sua inocência mostravam – hoje o truque não funciona com nenhuma delas, primas ou não, e eu acho que se deve à utilização do termo “pipi” – e longínquos parecem os tempos em que se podia fazer bêbado, a pé, desde a Av. 24 de Julho até ao Campo Grande, às 5 da madrugada. Era uma questão de prioridades, era preferível beber do que estoirar num táxi para casa. Hoje em dia, às 5 da manhã podemos ser assaltados na via pública por bandos de tipos ainda mais drogados do que nós e ganhar um enxerto de porrada de bónus. Hoje em dia, o táxi também não é alternativa. Sendo, alguns dos motoristas nocturnos, toxicodependentes, estão sempre prontos a sacar mais dinheiro do que deviam ou a tentarem assaltar-nos à mão armada ameaçando-nos ainda que basta carregarem num botãozinho debaixo do tablier para accionar a emergência. As opções são poucas: ou damos o dinheirinho ou somos escavacados por uma horda de taxistas sedenta de vingar a morte de um colega qualquer.
Isto tudo para explicar que os tempos são outros. Vivemos na rede social da internet, com a vida exposta a todos, com pornografia, pedofilia e comportamentos bizarros acessíveis a uma multidão. E com tantos perigos à espreita, a sociedade tenta auto-regular-se. Vai daí, a “Rua Sésamo”, que foi lançada este Natal em DVD nos Estados Unidos, foi classificada para maiores de 18 anos.
Todas aquelas personagens que víamos enquanto crianças, que eram exemplos de crescimento são agora os piores exemplo para as crianças de hoje. Acontecem situações na série que hoje seriam impensáveis: logo no primeiro episódio, uma criança ficava amiga de um desconhecido que a convidava a comer leite com bolachas em sua casa. O tão conhecido “Monstro das Bolachas” tornou-se neste momento o grande pedófilo da “Rua Sésamo”. Pior, este mesmo personagem, devido a uma alimentação desequilibrada à base de bolachas acumula ainda o problema de ser um incentivo para maiores distúrbios alimentares infantis. Não nos esquecemos de que neste momento há mais obesos no mundo do que pessoas com fome, e isso não deve ser encorajado. Por outras palavras, o “Mostro das Bolachas” bem podia ter o cognome de “Badocha Pedófilo”.
Mas não se ficam por aqui. Há uma cena em que Egas pede a Becas que lhe passe o sabão nas costas quando este está no duche. Rebentou logo a polémica de que os dois são homossexuais. Para além de nunca se ter conhecido qualquer namorada, eles permanecem juntos, vivendo na mesma casa durante vários anos. É claro que em relação ao “Pôpas”, há comportamentos que me parecem suspeitos, ao ponto de o achar um rabilas de primeira. Aquele gingar de anca e agitar de asas, não engana ninguém. Pior, é bicho para estar sempre no bico.
Depois dos Teletubies, da Rua Sésamo, do amigo da Heidi e de algumas suspeitas nas Tartarugas Ninja, é caso para dizer que não sabemos o que dar às crianças. E aí voltamos ao início do post, se fosse como era no meu tempo, era distribuir chapada por essa fronha. A ver se não cresciam mais saudáveis e equilibrados como eu.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Ao estilo Vasco Pulido Valente

Quando me encontrei acamado – devido à cirurgia da minha tíbia - tive a oportunidade de espreitar para um blog de que se fala muito por aí. Quis saber a razão para tanta procura desenfreada e por esses dias entrei no blog do Mak. Meus amigos, para além de incongruências, falácias, werros ortográphicos e falta de chá, encontrei também muitas inverdades históricas que davam para encher vários cadernos e suplementos do Público.

Podemos já afirmar que Mak é um calhorda e um pulha da pior espécie. É daqueles sujeitos que todos desejávamos ver um camião TIR passar-lhe por cima connosco ao volante. Infelizmente não tenho carta de pesados.

Mas depois da ofensa fácil vamos então passar ao conteúdo literário. Ou como lhe poderíamos chamar "Parque de Letras" porque o blog do Mak mais parece um parque de campismo onde as palavras chegam com as suas roulottes e começam logo a fazer churrasco, deixando um cheiro insuportável a febras que se estende a todos os seus textos.

Voltemos então aos seus posts. No seu último post sobre o Natal, o autor afirma que é um “hipócrita”. Confessa ainda que é um ser divino, tal como Chavez, ao afirmar a sua superioridade a essa entidade mitológica secular que é o Pai Natal calçando-lhe umas pantufas carregadas de impropérios.

Mas não se fica por aqui. No post seguinte inferniza todos os fumadores, descriminando-os em todas as linhas, queimando-os com palavras amargas e secas próprias de um homem insensível, grotesco e com óculos. Propõe inclusivé uma “Linha de Denunciantes” ao bom estilo da PIDE, fazendo terraplanagem em Dezembro a todos os valores democráticos de Abril. Como diria o poeta, meu amigo, “Tu lápis azul, um dia escreverás as tuas linhas finais”.

De seguida, o sanguinário decide que chibatadas são o remédio santo de tantos portugueses que pretendem manter viva a tradição da parolice e do estilo bimbo. Saberá o autor que estes são o nosso ADN? Já se esqueceu o autor que Kátia ou Vanessa fazem orgulhosamente parte da nossa essência cultural desde os tempos idos das Cantigas de Amigo?

Mas o que mais me entristece é que estas, e outras questões, já podiam estar resolvidas.

Há dias, estava eu no Gambrinus a almoçar, quando o vejo entrar. No preciso momento em que apontava algo nos meus guardanapos - que eu guardo religiosamente nos bolsos como recordação dos restaurantes onde degluto - vi-o ao longe e chameio-o à minha beira: “Anda cá que isto é do teu interesse” mas ele deve ter julgado que eu lhe queria impingir a conta do almoço e respondeu-me naquele tom altivo, arrogante e cáustico: “Vê lá se tens juízo!”. Eu ainda tentei pôr alguma água na fervura porque reparei que o rapaz não estava nos seus dias e disse-lhe: “Não me digas que estás assim só porque ando a comer a tua mulher por trás!”. Ele, mais uma vez, exaltado com alguma coisa, não deu para saber, respondeu: “A tua não a como eu porque costuma ser a entrada e o prato do dia de muitos restaurantes, meu cabrão!”. Eu acenei com a cabeça, num gesto de reprovação. Já se sabe que com pessoas destas mais vale ignorar e continuei a sacar os guardanapos das mesas de uns clientes que já tinham saído.

Mas não pensem que esse blog é um monte de lixo. Mesmo ali a um canto podemos encontrar um link que vem directamente dar a este poiso. Talvez seja a melhor coisa do blog dele. Pelo menos aqui, todos se podem sentir seguros. Aqui somos quiduxos. Não dizemos mal de ninguém.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Santa Claus is coming to blog

Porque alguém ainda acredita que este blog tem alguma utilidade - curiosamente é na mesma percentagem das pessoas que acreditam no Pai Natal - aproveitamos este período de paz e solidariedade para ajudar todos aqueles que ainda não compraram os seus presentes de Natal.

Para tal, elegemos as 5 piores ofertas, numa espectacular colectânea de objectos e utilidades que podem fazer a felicidade a muitas pessoas. Não precisam de agradecer e até podem clicar nos links até página oficial do produto. Aqui vão as nossas recomendações de Natal por ordem decrescente de bom gosto:

5. Bidé Pessoal
Por apenas 25 dólares já se pode sentar confortavelmente e sem segurança em qualquer sanita, seja em casa do seu amigo mais porco, até à residência daquela badalhoca que conseguiu enrolar no Sábado à noite para os lados de Pintéus, Loures.

4. Rapa Pêlos das Costas (inclui video)
Tem um amigo que costuma fazer aquela imitação perfeita de Tony Ramos ou aquele primo que faz sempre de King Kong no Carnaval sem recorrer a qualquer tipo de máscara? Então seja um bom humano e poupe-lhe horas intermináveis na tortura da depilação.

3. Anal Bleaching Cream
Fique mais novo de cima a baixo, rejuvesneça os seus pêlos púbicos anais sem necessitar de cirurgia! A revista E! americana anuncia este produto como uma das grandes revelações do ano. Faça como as grandes estrelas de cinema de Hollywood, esfregue diariamente este creme e descolore os seus pêlos. Acabaram-se as vergonhas no ginásio e nas filmagens. Faça o seu melhor bottom shot de sempre.

2. Abafador de Flatulência
Está a assinar o seu contrato de trabalho milionário e sente uma vontade incontrolável de gasear o ambiente mas sabe que a beringela gratinada com gorgonzola do almoço pode fazer vítimas e você não tem curso de socorrismo, o que faz? Flatule à vontade! Você está equipado com um bloqueador de gases. Abafa o som, o cheiro e nunca estraga o ambiente.

1. Varão de Stripper
Pronto, pronto, eu confesso. Eu comprei. Não sei porquê mas estou cá com uma fezada de que, para o ano, o Natal lá em casa pode ser todos os dias.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Há dias em que dedicamos o dia a alguém conhecido

Não tem importância, é só hoje;
Amanhã o Sol vai brilhar e aquecer,
Enquanto esta agonia de mim foge,
Prometo que não voltarei a entristecer.

Sim, é só hoje que cai neve.
Amanhã o Sol brilhará com fulgor
Iluminando nossas almas ao de leve
Como se fosse a abertura duma flor.

Sim! amanhã, amanhã será o dia
Em que o Sol vai brilhar e aquecer,
Suave, o perfume das flores irradia
Nestas encostas e vales, quando o Sol nascer.

quarta-feira, novembro 28, 2007

TV Rural



Vamos apoiar a música e tecnologias portuguesas.
Vejam o melhor video clip das últimas décadas.

Banda: Só para quem gosta
Tema: A minha Zundapp 3

terça-feira, novembro 27, 2007

Medina

Depois de já terem decidido onde é que o Kadafhi pode montar a tenda, junto a um Forte em Oeiras, eu gostaria de saber se, quando ele sair de lá, eu posso montar a minha barraca de atoalhados.

sábado, novembro 24, 2007

O braço que recebe, será mais curto que o que paga??

A arte de escrever dos blogueiros que participam no "É a vida" começa a ter o seu peso. Amiude somos convidados para publicar os nosso textos e a mostrá-los a muita gente, a cada vez mais gente. A multidões de muitas gentes.
Inédito é o facto de me pedirem para escrever cartas satíricas, mordazes e muito bem redigidas, para enviar a ministros. Inédito e estúpido porque os poucos que lêem este blog, já perceberam perfeitamente que eu sou uma fraude: não tenho a veia inspirada de kinder e tão pouco a eloquência gramatical de se faz favor e ainda por cima sou disléxico. Mas sou sem dúvida nenhuma, o mais engraçado dos 3, ou pelo menos o mais convencido. Adiante.
Uma ex-colega minha, fez já por conta da sua própria empresa, um trabalho de arquivo de ficheiros históricos para o Ministério do Trabalho (MT). Tudo feito dentro da lei: concurso público, ganhou, o trabalho foi adjudicado e foi facturado em 6 tranches diferentes.
Ora mal se emite a factura o outro Ministério, o das Finanças obriga a que se pague o IVA. E pronto. Mentira. A Coisa continua.
O Problema é que trabalho acabou em Janeiro de 2007, está facturado e ainda não há sinais de pagamento porque o Ministério das Finanças bloqueou os pagamentos a fornecedores do Ministério do Trabalho. Mas e tardando a empresa (talvez por ser uma empresa de uma pessoa) a pagar o IVA soube o mesmo Ministério que impede o pagamento, enviar cartas ameaçadores com promessas de penhoras e tal.
Diacho, dizem vocês: - os mesmo que impedem que o pagamento seja feito, querem receber adiantado?
Sim. O esforçado dono de uma micro empresa é confrontado com o gigante qual David e Golias. E a única pedra que pode mandar é uma simples carta de escárnio e maldizer. Foi esta carta que me pediram para fazer. O Golias há de a receber, enquanto com a barriguinha cheia com o nosso dinheiro se ri e pensa: "queixa-te para ai à vontade que eu não te oiço. Agora atrasa-te a pagar e lixo-te".
Se a carta resultar, desde já vendo este serviço: 0,5 euros à linha - pago adiantado, claro.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Sopinha à Bertrand

Decerto já repararam nuns anúncios que por aí andam das Librarias Bertrand a promover um jantar com o nosso autor preferido. Não sei se acho piada a esta iniciativa. É que eles falam em jantar com o nosso autor preferido mas pedimos a lista e só temos direito a prato único: o José Rodrigues dos Santos. Se eu pudesse jantar com alguns dos meus autores preferidos, estando eles já todos mortos, seria um cheiro de decomposição à mesa que ninguém passaria da parte do "couvert" e que certamente estragaria o vinho.
Mas a minha maior dúvida em relação a esta acção é a seguinte: sabendo que o personagem está a ser alvo de um processo disciplinar e que, muito em breve vai tornar-se mais um pobre desempregado, quem é que paga a conta do jantar?

quarta-feira, novembro 21, 2007

Vamos dar cabo deles, Portugal!

Para hoje à noite, só tenho a dizer aos nossos amigos finlandeses:

- Apua! En Puhu Suomea.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Crime, disse Kinder - Parte 2

Aqui há atrasado, estava eu em convalescença de uma operação às duas tíbias que me possibilitaram acrescentar 10 cm de altura, fui brindado com um conjunto de DVD da série CSI para suportar melhor a longa recuperação. "É só para matar o tempo", disse um dos meus amigos. Bela escolha de palavras, diriam os mais atentos ao tema da conversa.
Durante todo o fim-de-semana processei os 16 episódios com toda a limpeza. Mães que matam filhas, velhas que vendem drogas, muitos frames de ADN, análises ultra-sónicas de resposta imediata, impressões digitais, locais de crime, líquidos que detetam a presença de sangue, cotonetes em barda e autópsias qb.
Os episódios começaram a perder o interesse à medida que eu ía adivinhando quem era o criminoso. Ficava apenas para o final o móbil da história. Era fácil notar que a maioria dos episódios desta série têm uma estrutura fixa e que esta permite descobrir logo ao 10 minutos quem foi o estupor que deu origem ao enredo.
É muito simples e conta-se de forma muito rápida: o culpado é sempre o personagem que aparece durante 5 segundos, quase sempre de relance e com uma acção mínima que em nada acrescenta à história que estamos a ver nesse instante.
Vamos a um exemplo: há um crime numa casa. O proprietário, ex-marido da mulher assassinada é o principal suspeito. Ele está no local do crime a contar a sua versão dos factos aos investigadores. Não tem alibi, tem um motivo e torna-se o nosso principal suspeito. Mas em segundo plano vemos um jardineiro a varrer umas folhas, que ao passar pelo nosso suspeito diz só: "Acabei de varrer as folhas tal como me pediu. Posso ir para casa?" Pumba, ali está ele, o sacana. É ele o assassino. Não sabemos porquê, nem o motivo. Mas como ele só apareceu 5 a 10 segundos e teve direito a linha de texto para decorar, é o nosso nosso criminoso. É limpinho.
Façam este exercício e vejam se eu tenho ou não razão. Vão ver que sim. Aposto a minha tíbia esquerda.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Crime, disse Kinder

Aqui há atrasado, fui obrigado pela minha entidade patronal a trabalhar. Uma coisa chata e incómoda que provoca dores crónicas a quem, como eu, tem como objectivo na vida encontrar uma forma de criminalizar o “trabalho”.
Não acho que seja justo que existam certos tipos de empregos que sejam considerados crimes em detrimento de outros.
Se consideramos o trabalho como a troca de uma tarefa específica por um determinado rendimento monetário, então como é que é possível que os tráficos de pessoas, drogas, armas sejam um crime? É que dão um trabalho do cacete e muitas vezes nem sequer há garantias de obtenção de dinheiro.
Não percebo porque é que deixam uma pessoa abrir actividade nas Finanças como “publicitário” mas depois impedem o mesmo procedimento para actividades equivalentes e equiparadas como “Prostituto”, “Delinquente” ou simplesmente “Terrorista”.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Jorge Amado 1 - Camões 0

Nasceu um novo omem, um omem excecional que agora escreve posts segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Para alguns não há grandes mudanças, o que é ótimo mas para outros será necessário formatar a cabeça, para além da escrita, para não cometer tantas gralhas. No final vamos ter que nos adaptar a ele, é um fato consumado. Mas o que muda realmente na língua de Camões?

Assim de repente só me lembro destas: o "h" desaparece do início das palavras e o "c" e o "p" vão à sua vida nas palavras onde as letras não são pronunciadas.

Os brasileiros consideram o acordo ótimo porque só têm de mudar 0,45% do vocabulário. Os portugueses preparam-se para mais ação e vão mudar 1,60% do léxico. O objectivo é colocar 500 milhões de pessoas a falarem a mesma língua. Ou seja, não vai ser por falta de comunicação que um tipo é assaltado numa favela ou catado num bairro da Rinchoa.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Mais um estudo!

Este blog, como já devem ter verificado, anda fascinado com as estatísticas.
Há estatísticas sobre tudo: hábitos alimentares, número de parceiros sexuais, países mais poluentes, etc, etc, etc. Podem ver alguns exemplos, num brilhante post do kinder mais abaixo como ele.
A última que li, focava hábitos higiénicos e nela se podia ler que os portugueses, habitualmente e na maioria dos casos, não lavam as mãos após irem à casa de banho fazer as suas necessidades fisiológicas. Até aqui, menos mal, se bem que é um pouco nojento saber que ando a apertar a mão a homens que sacudiram o fiel amigo ou a mulheres que passaram a mão nas suas partes pudentas.
O que achei verdadeiramente entusiasmante é que, de acordo com um outro estudo que indica que apertando a mão a uma pessoa e subindo apenas sete vezes sobre essa pessoa (que por sua vez terá apertado a mão a uma outra pessoa, que terá apertado a outra e assim sucessivamente até ao tal sétimo nível), estaremos hipoteticamente com grande probabilidade a apertar a mão de pessoas que já apertaram uma mão que apertou outra que pode ter apertado por exemplo a mão de George Bush ou mesmo até do Papa.
Fascinante.
Ora e perguntam vocês, o que tem isto a ver com a coisa de os portugueses não lavarem as mãos?
É que, e seguindo a mesma lógica, de uma forma ou outra, todos nós já teremos apertado indirectamente, por exemplo, uma mão que sacudiu o membro presidencial. Nojento, dirão vocês. Mas pensem nas vantagens: indirectamente todos nós já teremos tocado na vulva da Soraia Chaves, no porta traseira da Fernanda Serrano ou e porque as meninas também são gente, na piloca do Diogo Infante (que mesmo sendo virado, é um bonito homem).
Assim, este hábito aparentemente nojento, dá-nos a grandiosa e agradável sensação de andarmos todos (uns felizmente para eles, tocam mesmo, mesmo) a tocar nas partes íntimas uns dos outros, de forma indirecta. Talvez daí, venha o estranho hábito português de, mesmo numa reunião de trabalho, passarmos meia hora a apertar as mãos uns aos outros.
Eu da minha parte, e só por pensar que ontem estive numa reunião onde apertei a mão a umas 13 pessoas e que apenas uns poucos níveis para cima, haverá uma mão que já tocou na pardalita da Soraia, nunca mais lavo as mãos.
Que se lixe a Echerichia Coli!

segunda-feira, novembro 05, 2007

MEL&FEL

Hoje inauguramos uma rubrica chamada MEL&FEL. Sejam bem ou maldizentes, como queiram, mas participem escrevendo neste blog aquilo que acham que é um luxo e o que é lixo.

MEL
Açores
European Film Festival
Beirut
Casas de madeira
Maratona de NYC
Fusões
Borda d’Água
Aprender alemão
Piaggio MP3
Guionistas americanos
TV2
Homens baixos

FEL
Juntas Médicas
Rufus Wainwright
Chineses e Japoneses
Darfur
Herpes
EXPO
Calças de cós subido
Crédito
Ar condicionado
Euromilhões
Palácio Sottomayor
Atropelamentos

quinta-feira, novembro 01, 2007

A vida não está fácil para os mais pequenos

Vou começar a baixar o nível deste blog para falar de homens pequenos e sobre a infelicidade de nascer com menos de 1,60 m. Hoje até há crianças que aos 12 anos têm mais altura que muitos homens feitos que pululam por essa blogoesfera fora.

Ser baixinho, minorna, anão ou simplesmente “periquito” é considerado quase uma deficiência tais são as dificuldades que surgem na vida destes indivíduos. O infortúnio de não terem sido regados e adubados devidamente durante o crescimento, tornou-os uma das espécies mais perseguidas da sociedade.

No outro dia, um amigo meu que padece deste problema, revelava que acordava todos os dias imaginando ter quase 2 metros de altura. Reparem, nem sequer é ter 2 metros, é ter quase 2 metros. Para ele, a vida tornar-se-ía mais fácil: chegar à prateleira de cima sem ir buscar um banco, entrar confiante numa casa de banho pública sem ter de passar a vergonha de escolher o urinol mais baixo, que é para as crianças. Mesmo a sabedoria popular é madrasta com os mais baixinhos quando apenas disponibiliza duas profissões viáveis para o homem pequenino: só pode ser ou velhaco ou dançarino. Mas onde o meu amigo tem verdadeiras dificuldades é na sua vida sentimental.

A sua situação de “minorca” impede-o de ter sonhos mais altos. “Ninguém quer namorar um anão”, dizia ele. “Somos perseguidos como gente grande”. As evidências são muitas. Abre-se uma revista feminina e todos os sex symbol têm mais de 1,60m. Publicam-se sondagens atrás de sondagens atestando que as mulheres preferem homens altos, inteligentes e com sentido de humor. Mas seguindo sempre esta ordem. O meu amigo só pode aspirar ao último sector, mas ele não acha piada nenhuma à sua vida sentimental. Mesmo as mulheres de baixa estatura têm expectativas mais altas para a sua vida sentimental, com um homem à altura e numa relação com mais altos do que baixos. Ele bem guincha lá de baixo, gritando que elas o consideram o “homem do intervalo”, alguém que só serve para entreter até chegar um programa melhor.

Eu tentei questionar estas evidências: “Não achas que estás a exagerar? De certeza de que há anões com prestígio, categoria e de grande gabarito a nível mundial?”. Nesses segundos de silêncio que preencheram o nosso diálogo tentei descobrir algum. Tirando os da Branca de Neve, percebendo que todos eles têm maleitas, sobrou-me apenas o António Vitorino.
Esta conversa aconteceu a alguns dias e desde aí que estou a matutar no assunto. Tentei pesquisar para que pudesse ajudar o meu grande, grande pequeno amigo. Mas foi pior a emenda. Nada do que aqui foi explanado se compara com a última arma utilizada na Guerra aos pequenos homens.

Segundo um estudo canadiano publicado pelo Centre for Addiction and Mental Health, os homens mais pequenos têm tendência para se sentirem sexualmente atraídos por crianças do que homens mais altos. Mas o que mais surpreende neste estudo é a base que serviu como pesquisa: ao observarem a altura de 1000 pedófilos canadianos, os investigadores chegaram à conclusão de que eles medem, em média, menos 2 cm do que os predadores sexuais que não se sentem atraídos por crianças.

Após uma análise cuidada a este estudo, peço a todos os leitores que mantenham os seus filhos afastados de qualquer indivíduo de baixa estatura. Pelo menos até as crianças terem altura para se protegerem sozinhas.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Há 50% de probabilidades de você ler isto

Eu gosto de estatísticas. Vibrei com o facto de Portugal ter atingido um défice de apenas 3% do PIB ou de viver num país onde 80% dos seus habitantes não colocaram um pé, ou dois, numa biblioteca durante 2006.
Sou daqueles que, para agilizar qualquer conversa de café, coloca logo quatro ou cinco factos indismentíveis em cima da mesa só para desanuviar o ambiente. É sempre reconfortante depois ver as pessoas de boca aberta, espantantadas não só com o meu brilhantismo mas com o facto de eu ocupar os meus neurónios a decorar números avulsos sem qualquer significado. Gosto tanto de estatísticas, percentagens e probabilidades que, logo pela manhãnzinha ao pequeno-almoço, respeito o delicado equilíbrio de 30% cereais, 10% de leite, 20% fruta e 50% sono.
E foi com agrado que encontrei um site que contém uma lista de probabilidades de tudo o que nos pode, ou não, vir a acontecer na vida. Aqui vão as mais interessantes e que podem vir a dar algumas horas divertidas no serão de muitos lares do nosso país:

-Probabilidade de um meteorito destruir a sua casa : 182,138,880,000,000 para 1
-Probabilidade de morrer afogado numa banheira: 685,000 para 1

-Probabilidade de namorar uma top-model: 88,000 para 1
-Probabilidade de namorar um milionário: 215 para 1

-Probabilidade de ser atingido por um relâmpago: 576,000 para 1
-Probabilidade de morrer por ter sido atingido por um relâmpago: 2,230,000 para 1
-Probabilidade de apanhar hemorróidas: 25 para 1

-Probabilidade de estar num avião pilotado por um um piloto alcoolizado: 117 para 1
-Hipótese de morrer num acidente de avião: 1 em 354,319
-Hipótese de ser morto por peças caídas de um avião: 1 em 10,000,000

-Probabilidade de avistar um OVNI hoje: 3,000,000 para 1
-Probabilidade de ser considerado possuído por Satanás: 7,000 para 1

-Probabilidade de ser canonizado: 20,000,000 para 1


E assim se chega à conclusão de que a vida não é 100% justa.



terça-feira, outubro 23, 2007

Iliteracia 100% grátis

Segundo um estudo apresentado hoje pelo Observatório das Actividades Culturais, os portugueses lêem cada vez mais jornais. Porquê? Porque são de borla. Segundo outro estudo apresentado, apenas 50% dos portugueses leram um livro em 2006. Por isso é que este blog continua numa política de investimento na palavra totalmente grátis. É à borla, não se queixem.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Que porra de site de T-Shirt é esse cara?

Primeira surpresa do regresso de férias: os administradores deste blog decidiram impôr publicidade neste maravilhoso endereço. Eu pessoalmente não sou contra a publicidade. Mas sou fundamentalista contra a má publicidade a não ser que seja minha. Agora, não suporto a má publicidade dos outros. Um banner a favor do onanismo diário ainda vá, ou outro a favor da legalização do torresmo fumado também não seria má política; agora um banner a publicitar um site de t-shirts de um tipo que mete cães não me parece o mais ajustado ao público que nos visita.
Vejamos alguns exemplos de categoria que encontrei:








Sim senhor, é a melhor arte que se pode estampar numa t-shirt. É ou não é de grande qualidade? E já agora, se é de cães que falamos, onde é que estão as T-shirts da Lassie, do Pluto ou do Cão Vagabundo?
Mas pronto, façam lá a vontade aos rapazes e comprem alguns panos de cozinha (porque de t-shirt têm de muito pouco) para eles comprarem um iate. Com alguma sorte, zarpam daqui para fora e desamparam-me a loja.

Posts em extinção?

Aqui estou eu mais uma vez, regressado de umas férias para impôr o respeito, alguma ordem neste blog e obviamente a minha opinião já que sou eu que pago. Porque estou descontente com o facto deste blog ter sido esquecido. Durante a minha ausência, este espaço tornou-se um alvo da Greenpeace tais eram questões que levantavam sobre a ausência de postas de pescada que não se viam a navegar. Estaria este blog entrado em extinção?
Mas agora o mau gosto voltou em todo o seu expoente e podeis ficar descansados porque não faltarão motivos fortes para degladiar argumentos, opiniões e quem sabe entrar em constante escaramuça.

Que droga de vida...

Devido a acontecimentos recentes, a cantora Amy Winehouse mudou o nome para Amy Drugstore...

sexta-feira, outubro 19, 2007

Conversa fiada de BCP

- Então tu deste 12 milhões ao teu filho?!
- Ó pus dei!...

segunda-feira, outubro 08, 2007

Portugal um país atrasado!


Hoje acordei meio deprimido.
Eu que defendo a nossa nação, deparei-me com um artigo numa revista que me deixou num estado de apoplexia. Incrédulo, resolvi juntar a este artigo alguns dados estatísticos retirados da Net. Infelizmente, estes corroboravam o tal artigo e só pude chegar a uma conclusão:
afinal Portugal é mesmo sub-desenvolvido.
A prová-lo está o facto de que, em média, um português consome menos de 1 quarto de lixo por ano, do que consomem os senhores do países desenvolvidos.
Gastam em casa cerca de metade da energia destes e os seus carros emitem cerca de 1 terço de CO2 por ano.
Por não termos dinheiro para comer, não temos tantos obesos: cerca de 1 quarto.
Por outra lado, como somos uns calões e não nos preocupamos com nada, temos menores índices de suicídios.
Ou seja, há um conjunto de sinais que demonstra claramente o nosso atraso.
O pais mais evoluído, para os que ainda não adivinharam, são os Estados Unidos.
Meus Deus, como gostaria de ser como eles.
Vou já comer um hambúrguer e arrotar bem alto, para sentir que afinal, tanto lá como cá, podemos ser todos iguais.

Orgulho em ser mulher...

video

quinta-feira, outubro 04, 2007

Tou curtindo o Brasil

Desde há muitos anos que penso que habito um país sui generis, no top 5 da imbecilidade. Eis que de repente, sem pré-aviso, sou violentamente confrontada com o destronar do meu país, por um outro, onde curiosamente se fala a mesma língua, levando-me a concluir que o português não é flor que se cheire...
Ainda há pouco tempo estive neste país e constatei mais uma vez que não tem ponta por onde se pegue. Apesar da beleza natural incontestável, haver 12 barracas por metro quadrado não é propriamente a coisa mais agradável. Andar constantemente a olhar por cima do ombro, não para ver se temos caspa, mas porque há insegurança, também não é o melhor do mundo. Por isso, um iluminado Governador de Brasília pôs mãos à obra e instaurou uma lei que vai acabar com muita da desgraça do país. Quando tudo apontava que iria proibir o vandalismo, o furto ou o roubo, o sequestro ou o tráfico de droga, a corrupção ou o lixo nas praias, não! Tudo isto são crimes menores, quando comparados com o Gerúndio! É verdade, a utilização do gerúndio está proibida pois é um tempo verbal que traduz a ineficácia: significa que as acções estão sempre a ser feitas mas que nunca se conclui nada. Sim senhora, é muito perigoso. Curiosamente, um excerto do decreto dizia assim: “...eu, Governador Fulano Tal, estou emitindo um decreto proibindo a utilização do tempo verbal gerúndio por todos os funcionários públicos trabalhando na Administração Pública, atacando por esta via a burocracia...”.

sexta-feira, setembro 28, 2007

OK, OK!

Quando vemos um bando de homens portugueses, com excesso de peso e falta de sex-appeal, a representar Portugal num Campeonato do Mundo, ok ok, ficamos contentes, não é todos os dias que uma equipa portuguesa lá chega. Quando esses bravos, de narizes tortos mas com nomes pomposos, fazem-no com uma grande garra, ok ok, ficamos enternecidos, não é todos os dias que um capitão de equipa afirma que ao ouvir o hino nacional em campo a sua equipa está disposta a morrer pela pátria. Quando esse grupo de jovens valentes, que já foram mais jovens e que parecem vindos directamente do paleolítico superior, são os únicos amadores em competição, ok ok, nós sabemos reconhecer o seu mérito, aplaudimos o feito e até agradecemos. Mas quando, depois da participação, vemos mupis a dizer “Obrigado Lobos”, ok ok, eh pá...o que dizemos? Obrigado por não terem ganho um único jogo? Obrigado pelo grande empenho e dedicação, que se reflectiu em zero pontos? A mim, tudo isto me parece um pouco ridículo, mas quando se vive em Portugal, já nada me espanta...se calhar é uma nova tendência de virar o bico ao prego: quando não há vitórias, comemoram-se as derrotas...

quinta-feira, setembro 27, 2007

Espectáculo na Auto-Estrada

Aqui há atrasado, num post de Cuga, lembro-me dela ter dissertado sobre os painéis informativos que avidamente pululam as auto-estradas portuguesas. Lembrei-me desse post porque ainda hoje, quando conduzia o meu tractor pela A15, eis que sou brindado com uma informação bastante útil: "Atenção! Acidente a 2 Km". Mas o que me deixou perplexo foram os dois sinais, cada um deles ladeando as frases. Nada masi nada menos do que um sinal de perigo (um triângulo invertido) ilustrada com um símbolo nada usual. O quê perguntam vocês? Não era um automóvel nem um ponto de exclamação, nem um sinal de vários carros em fila simulando tráfico, era nem mais nem menos do que uma caneca de cerveja com espuma a sair.
Eu que sou um rapaz encartado, com anos de estrada, com quilómetros de asfalto nas mãos, nunca havia chocado de frente com tais simbologias.
Será que a Brisa tem um departamento gráfico a quem passa briefings para uma resposta pronta imediata para criativos que fazem layouts de painés informativos?

-Rapazes, temos um acidente ao km 15 da A5.
-E qual é o motivo?
-Ainda não sabemos, estamos a deslocar uma viatura até ao local para averiguar.
-E pá, mas assim não me estás a dar um briefing em condições, com que material é que trabalhamos?
-Ponham qualquer coisa.
-Qualquer coisa? Mas agora isto é vira o disco e toca o mesmo?
-Eh pá, tem de ser rápido, já estou a ver um ligeiro abrandamento. A viatura está parada na faixa do meio. Ponham tipo assim uma coisa: "Atenção! Acidente a 2 km. Conduza com prudência."
-Estás a brincar, certo? Não venho trabalhar para aqui para fazer mais do mesmo todos os dias. As pessoas estão cansadas de ver sempre a mesma coisa nos paineis. Elas querem ver coisas diferentes, algo que lhes diga mais do que a própria informação em si. Um painel é sempre mais do que um painel.
-Então o que propõem?
-Deixa pensar um pouco.....hum...
-Não pode ser "Atenção. Combota partida a 2 km!"
-Já fizémos.
-E "Atenção! Condutor alcoolizado a 2 km"?
-Fizémos ante-ontem.
-Ok. E "Cuidado! Viatura bloqueada na faixa do meio a 2 km!"
-Mas qual é a parte que não ouvistes? As pessoas não querem realidade, querem entretenimento. Querem sensações, emoções, querem que algo as desperte da letargia que é a condução em fila de pára-arranca. ainda por mais não gosto da palavra "Cuidado!"
-Olha, recebi agora a informação da nossa viatura de que o condutor é idoso e teve um colapso cardíaco. Estão a chamar a ambulância e os para-médicos agora mesmo.
-Ah...Finalmente. Que grande ideia.
-Então?
-Leva lá isto para os rapazes do grafismo para colocarem nos painéis: "Não perca! Episódio de Anatomia de Grey a 2 km!".

segunda-feira, setembro 24, 2007

Police

Amanhã, por volta desta hora, vou estar na Tribuna VIP do Estádio Nacional a assistir ao último concerto dos Police em terras lusas. Não sei se tencionam ir, mas pelo sim pelo não, vou levar uma cordinha e um cestinho para passar as garrafas de champagne e os canapés para a escumalha do sector da relva. Caso lá estejas, chama-me nomes.

A escada

Este fim-de-semana decidi por de lado a minha imagem de homem culto, de mente aberta a novas tendências culturais, de observador crítico às últimas novidades literárias e do meio artístico e fui assentar cimento. Esqueçam Hamlet, o Cirque do Soleil, os ciclos de cinema clássico na Cinemateca ou um final de tarde a beber uma caipirinha enquanto passo os meus olhos sobre o Jornal de Letras.
Esqueçam tudo o que vulgarmente acontece na vida de uma pessoa normal e façam uma coisa diferente. Metam mãos à obra. Eu este fim-de-semana decidi fazer uma escada em pedra. Uma tarefa hercúlea que envolvia um carrinho de mão, sacas de cimento de 50 quilos, areia, brita, enchadas e remoção de terras às pazadas. Ah, que retemperador, ah um banho de humildade para a alma, ah um expiação do mundo inócuo em que vivemos. Como é bom trocar axiomas por bolhas nas mãos, pintura impressionista por exames de vespas e moscardos, dores nas costas em vez de uma confortável cadeira junto ao rio enquanto relemos um inebriante Boris Vian.
Uma escada, é uma escada, dizem uns. Tem degraus que servem para subir ou descer conforme o sentido em que nos dirigimos. Nada é mais falso. É libertador, é um caminho, são pequenos passos seguros em direcção a um patamar mais elevado na vida. Para além disso, e depois de receber um orçamento de um pedreiro, decidi fazer a porcaria da escada sozinho. Assim consegui poupar uns trocos valentes para gastar em roupa e cremes para o corpo.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Regresso às aulas

Segundo um estudo hoje divulgado, 10% dos alunos são afectados por distúrbios alimentares. E 90% sentem vómitos e enjoos com a matemática.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Sérvia 1 - Resto do Mundo - 0

Tal como ficou demonstrado ontem no final do jogo de futebol, Portugal já marcou posição oficial em relação à questão do Kosovo: somos a favor da independência. E se for preciso até enviamos um regimento militar para que, com uma bofetada aqui e um gancho de esquerda ali, possamos proteger os inocentes kosovares. É claro que, à frente do destacamento, vai o Sargentão Scolari, especialista em "proteger ciganos".

quarta-feira, setembro 12, 2007

Bomba Verde

Quando pensávamos que Al Gore era o único terrestre interessado em proteger o planeta, eis que surgem os russos com uma nova ideia. Algo que pode abrir um novo paradigma em torno da destruição humana. Ao que parece, os discípulos de Putin produziram uma "bomba de destruição massiva verde". É assim umas quantas vezes mais potente do que uma bomba nuclear mas é denominada como uma Bomba de Vácuo. Destrói tudo o que respira mas não deixa resíduos radioactivos como uma bomba nuclear, por isso pode levar a chancela de "Amigo do Ambiente". O planeta agradece por mais um passo de gigante da Humanidade.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Festa do Avante 07

Para mim o ano só começa quando arranca a Festa do Avante. Não é com os últimos raios de sol do Verão, nem com as últimos mergulhos nas águas quentes mas sim com o cheiro a entremeada grelhada e com gritos esfusiantes contra o Governo e a arrogência de Sócrates.
Este ano, tal como tem sido meu apanágio, lá fui mais uma vez. Estava eu a discutir o Benfica ao balcão de uma tasquinha, quando de repente, mesmo ali à minha frente, a tremer e a gemer pedindo ajuda, vejo a pequena Maddie de pé mas com as entranhas de fora, a jorrar sangue em catadupa. Alarmado, deixei cair o copo. Quando me preparava para gritar, para que alguém acudisse a delicada criança, aparece um comunista ainda a mastigar as vísceras da própria coitada. Jurei a mim mesmo nunca mais beber o vinho morangueiro que alguns militantes introduzem no arraial, ludibriando os agentes da ASAE à porta.
Este ano saí desiludido do evento porque não contou com a presença de um dos melhores grupos de 2007: os Verde Eufémia. Estava agendado uma actuação com maçarocas de milho biológico, tipo reco-reco. E eu que já me preparava para o mosh.

domingo, setembro 09, 2007

O que o traz por cá?

Muitos visitantes vêm cá parar por engano. Mesmo os que cá vêm frequentemente, fazem-no por engano. Mas quais são os motivos, ou keywords, que levam milhões de frequentedaores a este bar de alterne linguístico? Peridiodicamente fazemos um levantamento da melhor desculpa para virem cá bater à porta e atribuimos três prémios. Esta semana temos surpresas:

1º Prémio
Atribuído ao visitante que ainda tem esperança na vida:
"como fazer para ver o mundo maravilhoso depois de ter uma tristeza na vida"

2º Prémio
Atribuído a uma disputa familiar a ver com partilhas:
"quando um falecido deixa dividas"

3º Prémio
Atribuído ao visitante preocupado com a sua saúde (um repetente):
"pontinhos pretos nas fezes"


A todos os premiados, desejos que voltem sempre.

sábado, setembro 01, 2007

Tem piada...

...eu também vou de férias. Mas são só 15 dias. Continuem a trabalhar, para quando eu chegar encontrar este país um pouco melhor de que quando o deixei.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Até breve!

... porque.......
.....finalmente....
....vou....
....de.....
FÉRIAS!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, agosto 28, 2007

A Banda Sonora da Morte

Já muitos se perguntaram quais seriam as suas últimas palavras quando a Morte os fosse convidar para jogar à bisca lambida e os levasse definitivamente deste tabuleiro a que chamamos Vida. Confesso que gostaria que o meu último fôlego tivesse uma graçola, vá lá, uma piaducha para não tornar o momento tão sinistro. No fundo seria como contar piadas no meu próprio velório. Que fique registado pois, se apareceres por lá põe esses ouvidos bem à escuta porque eu estarei a rir-me nas tuas costas e a verificar se nesse dia lavaste bem atrás das orelhas.
Mas porquê falar sobre as derradeiras palavras que cuspiremos no nosso último suspiro? Porque esta coisa da Morte, seja de um grego no meio das chamas ou de um jogador de futebol num campo de futebol, faz pensar que não importa quanta saudinha temos para dar e vender, a Morte está sempre ao virar da esquina, tal como os amigos.
Por isso, não vale a pena fugir. Uma pessoa tem de estar preparada para esse trágico dia. Eu sou um dos tipos que se prepara. Faço listinhas de tudo para não me esquecer. Vai daí, já elaborei o meu testamento e deixei já a gaveta das peúgas arrumadas, não vá o Diabo tecê-las e eu ir descalço ao meu próprio enterro. Deixei também escrito que música quero que oiçam durante a cerimónia.
Recentemente uma revista de música britânica perguntou aos seus leitores que tema gostariam que se ouvisse no respectivo funeral. A minha música não consta mas eis o Top3.

1. Queen - The Show Must Go On
2. Led Zeppelin - Stairway to Heaven
3. AC/DC - Highway to Hell

Há pessoas por esse mundo fora que, mesmo sem saberem, escolheram a sua própria banda sonora de morte. Falo de um jovem americano que morreu electrocutado por um trovão enquanto fazia jogging ouvindo o seu ipod. Já em terras nortenhas do país, um outro jovem foi trucidado por um comboio quando se encontrava a ouvir o seu ipod tranquilamente em altos berros. Desconhece-se quais as músicas que ouviam nos respectivos aparelhos. Apenas sei que o espectáculo da Vida tem de continuar.

segunda-feira, agosto 20, 2007

MOCAVA - Movimento Contra os Vegetais

Eu não sou pela violência em geral. Digo em geral porque particularmente gosto de dar uns tabefes ao gato, a tudo o que me cheire a benfiquismo e quando alguém me pede com gentileza. Mas após a intervenção violenta do movimento Verde Eufémia – que violentou maçarocas de milho indefesas num campo em Silves – descobri que também sou a favor da violência contra os legumes.
É algo que vem da minha infância. Em criança, levei uns tabefes como “auxiliar de mastigação” para ajudar a deglutir o bolo alimentar mas havia algo em mim que impedia a ingestão de espécies vegetais. Mas não era só em casa que me convenciam sobre os benefícios da dieta mediterrânica. Na escola levava uns tabefes da professora e era constantemente violentado pelos alunos da escola porque não conseguia descrever correctamente a roda dos alimentos: bloqueava quando chegava à parte dos vegetais.
Por isso, ao assistir à violenta acção contra o milho compreendi que não estava sozinho. Tirando o facto de eu gostar de banho, de vestir roupa diferente todos os dias e de não tocar jambé, identifiquei-me com um grupo de indivíduos que soube exorcizar o problema através do terrorismo. Para mim, foi libertador. Mas ao mesmo tempo, soube-me a pouco. Sinto que já não basta andar à porrada com as beringelas.
É preciso levantar da mesa e marchar em direcção a esses campos ímpios. Devemos fazer terraplanagem a todos os campos de courgetes, feijão verde, couve portuguesa, de Bruxelas, couve-flor e derivados. Vamos invadir e destruir todos os restaurantes que sirvam beringelas recheadas, espinafres salteados, esparregado e outros acompanhamentos nocivos. Vamos queimar as redacções de revistas culinárias sempre que incentivem o seu consumo. Por fim, vamos dinamitar todas as Feiras Gastronómicas ou eventos do género que usem este tipo de ingredientes nos cozinhados.
O aviso fica feito. Pensem melhor antes de darem uma garfada num vegetal. Pode muito bem ser a vossa última.

sexta-feira, agosto 17, 2007

SÓCR@TES

Já não bastava navegarmos em expressões como email, internet, e-commerce, world wide web, hackers, servers, blogs, banda larga, cookies, banners, pop ups, firewalls, virus, cybercafés, cibernautas, passwords, source code, junk mail, downloads, uploads, links e browsers. Agora, no âmbito das medidas do Governo do Choque Tecnológico, também temos a e-censura. A Wikipédia foi alvo de uma limpeza virtual no perfil do nosso Primeiro, levada a cabo pelo Governo, discretamente, para ocultar a polémica com o caso Independente. Parece-me que PS começa a significar problemas no servidor...

Byte embora, ó Sócr@tes!

segunda-feira, agosto 13, 2007

Kinder vs Al Gore

No outro dia perguntaram-me: "Kinder, sendo tu um rapaz amigo do ambiente, amigo do seu amigo do ambiente, uma pessoa que recicla, ferveroso adepto da auto generação de enrgia, das lâmpadas económicas, de agricultura biológica e defensor da causa do aquecimemento global, como és capaz de ires para o emprego de carro, em vez de usares os transportes públicos?".
A resposta, meus caros, é simples. É Verão e não é por haver menos trânsito que me faço deslocar num veículo que emite 198 gramas de dióxido de carbono para a atmosfera a cada 100 km. É porque este mês não há entrega do jornal Metro, o Destak, o Meia-Hora e o Diário Desportivo nos transportes públicos. E não existindo a verdadeira vantagem competitiva, dou preferência ao meu tractor para me deslocar até à cooperativa todos os dias.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Ninguém explica!

Que bom, chegou o Verão! E com ele o mês de Agosto. O mês de Agosto é um mês idiota e cheio de contradições, onde acontecem coisas estranhas, ou não fosse ele o mês em que Jesualdo Ferreira afirma que ganhar é como escovar os dentes.

- Como se explica que os preços para veraneantes sobem como a temperatura, na medida inversa da simpatia dos profissionais de turismo e serviços e mesmo assim, o Algarve torna-se numa meca insuportável e a romaria às praias de todo o país mais parece a corrida aos saldos da Zara?


- Como se explica que, se ninguém está a trabalhar, excepto eu, o trânsito não dá sinais de abrandar?

- Como se explica que, para os que trabalham nesta altura (devo ser apenas eu) pela primeira vez no ano andamos a roçar o rabo pelas paredes e, ao contrário do que se poderia pensar, isto não tem nada de bom, pois os sentimentos de abandono, exclusão, isolamento e inveja daqueles que estão no bem-bom, superam tudo? (alívios de consciência do tipo: “Eh eh, em Setembro vingo-me eu, quando já estiver toda a gente a bulir!” ou “Prefiro estar num escritório do que nas bichas para o banho num qualquer parque de campismo!” parecem não estar a funcionar como deviam...)

Quero férias!

quarta-feira, agosto 08, 2007

Fui (mas não fui) convocado!

É verdade. Eu que nem gosto de futebol e que nas poucas vezes que joguei, o fiz como se tivesse dois pés direitos (sou canhoto), fui convocado por um mister para fazer parte de uma equipa de futebol. E nada mais, nada menos, que para jogar no plantel do Sporting Clube de Portugal. E eu que se gostasse de futebol, seria benfiquista.

Mas adiante.

Como é lógico vocês, os que gostam de futebol, esse jogo popular e sem graça , perguntam-se: ele estará doido? O Reinu que brinca com a palavras irá agora também brincar com as bolas? Ele que já brincava com as dele, vai agora brincar com as dos outros? Leio o Record e a Bola todos os dias e não soube disto? O que se passa?

Eu respondo: Calma amigos. Continuarei a driblar com os verbos, a marcar golos com os adjectivos e a fintar com as sentenças, mas não irei para o SCP. Até porque, tudo isto de um passatempo se trata. Um passatempo que eu, como publicitário mordaz, considero genial e divertido. E resolvi, trapacear os nossos milhares de leitores e fazê-los crer que tinha sido convocado. Acalmem-se e joguem também e vão perceber que, por momentos, até vós podeis ser vilipendiados, tal a perfeição do referido passatempo.

Vão a www.sporting.pt/filme e tentem. Não perdem nada. Só 0,60 cêntimos.

terça-feira, julho 31, 2007

Mar adentro

Eu bem queria ter inventado esta história mas confesso que a minha capacidade de imaginação não vai tão longe assim. É bem real este enredo que quero partilhar convosco e que mostra que vivemos num país com pessoas surpreendentes, empreendedoras e que vêem dinheiro mesmo quando estão a meter água por todos os lados.
Reza assim. Recentemente um amigo meu foi surpreendido, por motivos que não interessam para a história, por um telefonema de um colega que perdera o rasto há mais de 20 anos, dos tempos de liceu. Depoiis dos "Olá, então essa vida? Tens filhos? Casaste? Fizeste aquela operação de troca de sexo? Onde é que fazes a depilação?" chegou a pergunta fatal que faz despoletar a conversa noutro sentido: "Então, o que é que tens feito?".
Atenção que ainda vão a tempo de mudar de blog porque o que aqui se escreve pode ter consequências imprevisíveis para a sua vida. Temo mesmo, e tenho ainda algum receio, de que tente fazer o mesmo que este jovem e ainda apareça com o corpo rebentado nas rochas de algum pontão da costa portuguesa. Ainda aí está?
O jovem, após acabar o seu curso universitário, e sem recursos financeiros de monta, com falta de perspectivas profissionais que o agradacem decidiu mudar logo de morada. De malas e bagagem decidiu sair de Lisboa e instalou-se numa pacata vila do interior português. Ligado ao mundo através da internet começou à procura de algo que o interessasse. Algo que lhe desse prazer, dinheiro e pouco trabalho. Pedofilia? Pornografia? Armas? Droga? Não. Mar. Mar, no sentido de água, esse mesmo que temos de ir para voltar.
O que encontrou ele na net fica como aperitivo para as próximas linhas de texto. Certo é que o jovem juntou o seu dinheiro, viajou até Cabo Verde e alugou um barco. Depois, graças ao seu curso de mergulho, decidiu descer até às profundezas do mar e fazer a sua recolha milionária. De três em três meses, o jovem mergulha durante 15 dias a fio para recolher conchas. Diga? Conchas? Mas conchas quê? Conchas, simplesmente conchas.
Há um mercado internacional de colecionadores de conchas. Um mercado disponível a pagar os olhos da cara por determinados exemplares. Há alguns que chegam a valer milhares de euros. Ele lá sabe quais são porque nos primeiros 6 meses do ano de 2007, o seu negócio de conchas chegara aos 500 mil euros (100 mil contos)! A merda de umas conchas!
Mas lamentava-se o jovem que é uma vida ingrata. Queixava-se de que na vila olham de soslaio porque nunca o viram trabalhar na vida, sabem que ele desaparece de 3 em 3 meses, a sua casa passou de modesta casita a moradia com mais assoalhadas do que a vila tem de casas. Todos acham que ele está ligado ao narcotráfico. Mas não é só lá. As autoridades aeroportuárias revistam o jovem e todos os seus pertences no aeroporto, sempre à procura de droga, cães farejam as malas mas só conseguem encontrar areia e sal. O homem chega a casa, desfaz as malas e começa a dspachar conchas para o mundo inteiro. Já tem uma lista de clientes, aceita encomendas, sabe o que procuram, sabe quais são as conchas mais valiosas e as mais procuradas. Também me parece óbvio que este negócio está livre de impostos. São conchas, são pequenos objectos que todos podem trazer na bagagem. O jovem queixa-se. Vai voltar para Lisboa para continuar o próspero negócio. E eu vou dar um mergulho à Costa da Caparica com o meu equipamento de snorkling. Nunca se sabe. Se não apanhar conchas, apanha-se um bronze.

A profissão mais perigosa do mundo

Esqueçam os militares que fazem parte de grupos de operações de paz em países em guerra permanentemente, esqueçam os jornalistas de guerra ou camionistas portugueses, esqueçam os voluntários em acções humanitárias no Iraque. Ultimamente a profissão mais perigosa do mundo parece ser o de realizador europeu. Ontem o "the end" chegou para o Antonioni e o Ingmar Bergman.

quinta-feira, julho 26, 2007

Nobre Causa

Sou pelos animais. Mais do que pelas pessoas. E não posso deixar de sentir um grande desconforto sempre que saio de casa e vejo a campanha da Nobre, espetada num qualquer Mupi, de uma qualquer paragem de autocarro. Um porco com rodelas de pepino nos olhos? Como quem diz: “Tou quase a ir para o matadouro para ser violentado sem dignidade, para que você aí em sua casa, seu porco, possa comer um fiambre “Naturíssimo”. Não sou de fundamentalismos e nem só de vegetais vive o Homem. Mas isto é demais.

No trimestre em que se celebra o “Vou-de-férias-sou-um-filho-da-puta-e-abandono-o-meu-animal-de-estimação-não-faz-mal-porque-quando-eu-voltar-ele-deve-estar-para-aí-na-rua-à-minha-espera“ fica aqui a pergunta: quem é que é o animal?

quarta-feira, julho 25, 2007

Vivendo em movimento!

A mobilidade é talvez um dos grandes factores diferenciadores da actualidade versus um passado recente. Há cerca de 150 anos, uma deslocação que hoje se faz em 24 horas, era uma aventura de meses, e uma viagem que hoje fazemos de carro em 2 horas e meia, levaria cerca de uma semana.

Decidido a levar este conceito mais longe, decidi incorporar nesta mobilidade urbana, a ociosidade. Ou seja, resolvi fazer uma experiência: seria possível viver um dia inteiro no meu carro, sem sair deste, deslocando-me pela cidade? Isto, claro está, sem abdicar de toda a modernidade e de tudo a que estamos habituados.

Saio de manhã bem cedo e entro na garagem para, a seguir, me dirigir ao meu carro. Entro e ligo o meu Telefone com GPRS. Está resolvido o problema de comunicação: estou ligado ao mundo e à net. Ligo o GPS e estou pronto para encontrar tudo. O DVD e o rádio garantem-me a diversão. O ar condicionado garante-me a climatização e um clima ameno.

Estou preparado. Arranco.

Chegado à zona da Praça de Espanha sou abordado pelos ardinas dos tempos modernos, que invadem o meu carro com o Jornal Metro, Destak e Meia Hora. Alguns homens dão-me também folhetos e brochuras sobre fantásticos condomínios e, ao longe, espreita atento o vendedor da Cais. Em menos de 5 minutos, fico com um volume de informação semelhante ao Expresso e sem pagar um tostão. Para ser igual só me falta o saco de plástico. Não, esperem …. acabei de receber um da Remax com a cara estampada de Alcina Moreira, a vendedora da zona. Agora sim, tenho também toda a informação noticiosa dentro do meu carro.

Apanho a minha namorada e dentro do carro satisfaço outra das nossas necessidades primárias: discutir com uma mulher. Depois de acabarmos de berrar, lembro-me que podia aproveitar ela estar ali e satisfazer o desejo que nos arde a nós, homens, no baixo ventre. Copulamos ávida e demoradamente durante mais de 5 minutos (ali ao lado da Universidade Nova é óptimo para esse efeito). Ela sai e guarda as cuequinhas no porta-luvas. O meu carro começa a parecer uma casa. A coisa vai bem. Marco as coordenadas no GPS e arranco para um semáforo no qual me deram a indicação que se efectuava uma lavagem de vidros muito profissional. No GPS, via altifalantes da rádio, a voz de Isabel faz-me companhia – segunda à direita, 200 m. Terceira à esquerda, na rotunda. Segue 350 metros e volta à direita. Um nabo faz-me travar bruscamente. Insulto-o a ele e à sua mãe. A adrenalina sobe em flecha e arranco cobardemente quando o tal nabo, que afinal tinha dois metros, sai do carro para me bater. Está satisfeita a necessidade de emoção, que é completada com o peão que o carro faz devido ao descontrolo com que abordo uma curva, provocado pela recente subida de adrenalina e pelo tremer incontrolável da minha perna direita.

Chego ao dito semáforo das lavagens cerca de uma hora e meia depois – o trânsito estava intenso e deu-me para sociabilizar com os outros condutores. Depois de lavados os faróis e os vidros (que ficaram um brinquinho), fico com alguma lareca e vou ao McDrive. Bebo um litro de coca-cola e um mactoucinho. O efeito é devastador. A mãe natureza chama-me e eu começo a ouvi-la. Agora percebo que há coisas que não se fazem no carro. Nomeadamente, merda.

Nota: esta experiência não deve ser repetida por amadores. A minha saúde ficou irremediavelmente danificada, pelas cerca de duas horas no tráfego em que tive que conter os meus dejectos, até conseguir finalmente alcançar o meu lar.

terça-feira, julho 24, 2007

Solução para as Obras Públicas

Quando os outros conseguem ter ideias melhores porque não adaptá-las como nossas? Nada mais fácil para levar o país para a frente. A Líbia lembrou-se de trocar 5 enfermeiras e um médico (que se encontravam às portas da morte por alegadamente terem inoculado centenas de crianças com o vírus da SIDA) por uma linha de comboio e uma auto-estrada.
Meus amigos, 10% da população prisional em Portugal é de origem estrangeira. Alguns deles podem até vir de países ricos como a Bulgária. De certeza que no meio dessa corja poderemos encontrar elementos válidos de troca para alimentar o financiamento de uma OTA, TGV, 3ª Ponte sobre o Tejo e um mega-estádio de futebol para 200 mil pessoas.
Mas ainda ninguém percebeu o manancial financeiro que está preso? Ou como diria o meu grande amigo Joe Berardo, “Hello???”.

segunda-feira, julho 23, 2007

O último capítulo em primeiro lugar

Depois do Professor Marcelo ter confessado que leu o último livro de Harry Potter em 7 horas, o blog "É a vida" responde com a mesma moeda e publica on-line o último capítulo do livro, em versão original. Livro esse que eu li em apenas 5 horas e 33 minutos. Nos intervalos fui descansando com uns contos de Dostoievski. Divirtam-se e boas leituras.

Chapter 37
Epilogue—Nineteen Years Later

Autumn seemed to arrive suddenly that year. The morning of the first of September was crisp and golden as an apple, and as the little family bobbed across the rumbling road towards the great sooty station, the fumes of car exhausts and the breath of pedestrians sparkled like cobwebs in the cold air. Two large caged rattled on top of the laden trolleys the parents were pushing; the owls inside them hooted indignantly, and the redheaded girl trailed tearfully behind her brothers, clutching her father’s arm.
“It won’t be long now, and you’ll be going too,” Harry told her.
“Two years,” sniffed Lily. “I want to go now!”
The commuters stared curiously at the owls as the family wove its way towards the barrier between platforms nine and ten. Albus’s voice drifted back to Harry over the surrounding clamor; his sons had resumed the argument they had started in the car.
“I won’t! I won’t be in Slytherin!”
“James, give it a rest!” said Ginny.
“I only said he might be,” said James, grinning at his younger brother.
“There’s nothing wrong with that. He might be in Slyth—”
But James caught his mother’s eye and fell silent. The five Potters approached the barrier. With a slightly cocky look over his shoulder at his younger brother, James took the trolley from his mother and broke into a run. A moment later, he had vanished.
“You’ll right to me, won’t you?” Albus asked his parents immediately, capitalizing on the momentary absence of his brother.
“Every day, if you want us to,” said Ginny.
“Not every day,” said Albus quickly. “James says most people only get letters from home about once a month.”
“We wrote to James three times a week last year,” said Ginny.
“And you don’t want to believe everything he tells you about Hogwarts,”
Harry put in. “He likes a laugh, your brother.”
Side by side, they pushed the second trolley forward, gathering speed. As they reached the barrier, Albus winced, but no collision came. Instead, the family emerged onto platform nine and three-quarters, which was obscured by thick white steam which was pouring from the scarlet Hogwarts Express. Indistinct figures were swarming through the mist, into which James had already disappeared.
“Where are they?” asked Albus anxiously, peering at the hazy forms they passed as they made their way down the platform “We’ll find them,” said Ginny reassuringly. But the vapor was dense, and it was difficult to make out anybody’s faces. Detached from their owners, voices sounded unnaturally loud. Harry thought he heard Percy discoursing loudly on broomstick regulations, and was quite glad of the excuse not to stop and say hello. . . .
“I think that’s them, Al,” said Ginny suddenly.
A group of four people emerged from the mist, standing alongside the very last carriage. Their faces only came into focus when Harry, Ginny, Lily, and Albus had drawn right up beside them.
“Hi,” said Albus, sounding immensely relieved.
Rose, who was already wearing her brand-new Hogwarts robes, beamed at him.
“Parked all right, then?” Ron asked Harry.
“I did. Hermione didn’t believe I could pass a Muggle driving test, did you? She thought I’d have to Confund the examiner.”
“No, I didn’t,” said Hermione, “I had complete faith in you.”
“As a matter of fact, I did Confund him,” Ron whispered to Harry, as together they lifted Albus’s trunk and owl onto the train. “I only forgot to look in the wing mirror, and let’s face it, I can use a Supersensory Charm for that.” Back on the platform, they found Lily and Hugo, Rose’s younger brother, having an animated discussion about which House they would be sorted into when they finally went to Hogwarts.
“If you’re not in Gryffindor, we’ll disinherit you,” said Ron, “but no pressure.”
“Ron!”
Lily and Hugo laughed, but Albus and Rose looked solemn.
“He doesn’t mean it,” said Hermione and Ginny, but Ron was no longer paying attention. Catching Harry’s eye, he nodded covertly to a point some fifty yards away. The steam had thinned for a moment, and three people stood in sharp relief against the shifting mist.
“Look who it is.”
Draco Malfoy was standing there with his wife and son, a dark coat buttoned up to his throat. His hair was receding somewhat, which emphasized the pointed chin. The new boy resembled Draco as much as Albus resembled Harry. Draco caught sight of Harry, Ron, Hermione, and Ginny staring at him, nodded curtly, and turned away again.
“So that’s little Scorpius,” said Ron under his breath. “Make sure you beat him in every test, Rosie. Thank God you inherited your mother’s brains.”
“Ron, for heaven’s sake,” said Hermione, half stern, half amused. “Don’t try
to turn them against each other before they’ve even started school!”
“You’re right, sorry,” said Ron, but unable to help himself, he added, “Don’t get too friendly with him, though, Rosie. Granddad Weasley would never forgive you if you married a pureblood.”
“Hey!”
James had reappeared; he had divested himself of his trunk, owl, and trolley, and was evidently bursting with news.
“Teddy’s back there,” he said breathlessly, pointing back over his shoulder into the billowing clouds of steam. “Just seen him! And guess what he’s doing? Snogging Victoire!”
He gazed up at the adults, evidently disappointed by the lack of reaction.
“Our Teddy! Teddy Lupin! Snogging our Victoire! Our cousin! And I asked
Teddy what he was doing—”
“You interrupted them?” said Ginny. “You are so like Ron—”
“—and he said he’d come to see her off! And then he told me to go away!
He’s snogging her!” James added as though worried he had not made himself clear.
“Oh, it would be lovely if they got married,” whispered Lily sarcastically.
“Teddy would really be part of the family then!”
“He already comes round for dinner about four times a week,” said Harry.
“Why don’t we just invite him to live with us and have done with it?”
“Yeah!” said James enthusiastically. “I don’t mind sharing a room with Al—Teddy could have my room!”
“No,” said Harry firmly, “you and Al will share a room only when I want the house demolished.”
He checked the battered old watch which had once been Fabian Prewett’s.
“It’s nearly eleven, you’d better get on board.”
“Don’t forget to give Neville our love!” Ginny told James as she hugged him.
“Mum! I can’t give a professor love!”
“But you know Neville!—” James rolled his eyes.
“Outside, yeah, but at school he’s Professor Longbottom, isn’t he? I can’t walk into Herbology and give him love. . . . ”
Shaking his head at his mother’s foolishness, he vented his feelings by aiming a kick at Albus.
“See you later, Al. Watch out for the thestrals.”
“I thought they were invisible? You said they were invisible!”
But James merely laughed, permitted his mother to kiss him, gave his father
a fleeting hug, then leapt onto the rapidly filling train. They saw him wave, then sprint away up the corridor to find his friends.
“Thestrals are nothing to worry about,” Harry told Albus. “They’re gentle
things, there’s nothing scary about them. Anyway, you won’t be going up to
school in the carriages, you’ll be going in the boats.”
Ginny kissed Albus good-by.
“See you at Christmas.”
“By, Al,” said Harry as his son hugged him. “Don’t forget Hagrid’s invited you to tea next Friday. Don’t mess with Peeves. Don’t duel anyone till you’ve learned how. And don’t let James wind you up.”
“What if I’m in Slytherin?”
The whisper was for his father alone, and Harry knew that only the moment of departure could have forced Albus to reveal how great and sincere that fear was. Harry crouched down so that Albus’s face was slightly above his own. Alone f Harry’s three children, Albus had inherited Lily’s eyes.
“Albus Severus,” Harry said quietly, so that nobody but Ginny could hear, and she was tactful enough to pretend to be waving to Rose, who was now on the train, “you were named for two headmasters of Hogwarts. One of them was a Slytherin and he was probably the bravest man I ever knew.”
“But just say—”
“—then Slytherin House will have gained an excellent student, won’t it?
It doesn’t matter to us, Al. But if it matters to you, you’ll be able to choose Gryffindor over Slytherin. The Sorting Hat takes your choice into account.”
“Really?”
“It did for me,” said Harry.
He had never told any of his children that before, and he saw the wonder in Albus’s face when he said it. But now the doors were slamming all along the scarlet train, and the blurred outlines of parents were swarming forward for final kisses, last-minute reminders. Albus jumped into the carriage and Ginny closed the door behind him. Students were hanging from the windows nearest them. A great number of faces, both on the train and off, seemed to be turned towards Harry.
“Why are they staring?” demanded Albus as he and Rose craned around to look at the other students.
“Don’t let it worry you,” said Ron. “It’s me. I’m extremely famous.”
Albus, Rose, Hugo, and Lily laughed. The train began to move, and Harry walked alongside it, watching his son’s thin face, already ablaze with excitement. Harry kept smiling and waving, even though it was like a little bereavement, watching his son glide away from him. . . .
The last trace of steam evaporated in the autumn air. The train rounded a corner. Harry’s hand was still raised in farewell.
“He’ll be all right,” murmured Ginny.
As Harry looked at her, he lowered his hand absentmindedly and touched the lightning scar on his forehead.
“I know he will.”
The scar had not pained Harry for nineteen years. All was well.

sexta-feira, julho 20, 2007

O Todo-em-Um morre hoje.

Aguardei quase 7 anos por este dia, e agora que o vejo chegar a passos largos, não consigo conter a minha emoção. Hoje é o dia em que Harry Potter morre. E com ele morre um personagem híbrido que nada tem de especial a não ser o facto de recolher todos os poderes da literatura moderna, desde Frodo, o Hobbit, até ao Super-Homem passando pelo Mandrake. JK Roling também não se esqueceu de colocar Harry na mesma posição que a Bela Adormecida, sempre incompreendido ou renegado por uma família sem valores e ruim como as cobras. Depois há uma escola tipo Fame onde Harry torna-se o maior artista de todos tal como o famoso Leroy (que curiosamente acabou também por quinar). Harry Potter também tem uma marca na pele, através de uma cictariz, tal como Super-Homem tinha uma marca de nascença; sinais esses que só os predestinados a salvar o mundo possuem. Podia estar aqui a debitar mais factos sobre o sujeito mas acho que não se deve bater mais no morto.
Hoje há milhões de crianças por esse mundo fora a rezar para que JK Roling não mate Harry Potter. Para mim seria um crime deixá-lo vivo. Mas eu também rezo para ver se as Forças do Mal vencem desta vez e tragam a desgraça, as trevas e o horror a Hogwarts. Decerto teríamos um final muito mais feliz.

quinta-feira, julho 19, 2007

Arctic Monkeys Live - Thanks Cuga

Pois é, 516 dias depois do inesquecível concerto dos Arctic Monkeys no Garage, voltei a participar em mais um evento musical protagonizado por estes macacos do gelo. Patrocinado desde o primeiro minuto pela Cuga, assisti a mais uma brilhante interpretação num Coliseu esgotado enquanto saltava de galho em galho, ao mesmo tempo em que comia amendoins. Obrigada Cuga, não só por teres oferecido mais oxigénio a esta poluída carcaça, como ainda teres sonorizado a minha vida com muito mais do que silêncio.

segunda-feira, julho 16, 2007

Um voto de pesar

É lamentável que numa cidade com 500 mil eleitores, tenham votado menos de 200 mil. E que o vencedor tenha sido proclamado com 57 mil votos. Já vi Assembleias Gerais do Benfica mais concorridas, até na altura em que também os candidatos eram tão intrujas como estes.

quarta-feira, julho 11, 2007

ELEIÇÕES - Convite à participação!

Amigos
Este blog, não é só paródia é regabofe. É também uma voz na vossa consciência.
Assim, aqui vos deixo um apelo, pelo sim pelo não.

Dirijo-me a vós, para vos convidar a participar num acto democrático que é votar. Este é um direito que nos foi dado, por todos aqueles que por nós lutaram na revolução do 25 de Abril e que nós tantas vezes nos descuramos, porque há coisas que apelam mais à nossa participação, como por exemplo a praia.
Sei que este apelo na maioria dos casos, cairá em saco roto porque a maioria de vocês, ao contrário de mim, vivem nos subúrbios. Mas, aos que vivem em Lisboa, votem. E este ano não se podem queixar, porque temos candidatos todos os gostos. Contei-os e já iam em 11. Dos que são Negrões, aos que dão à Costa há de tudo. Até os há em Rosetas. É só escolher. Agora que há que lá ir, há.

terça-feira, julho 10, 2007

Últimos dias de Promoção! Aproveite!

Estou a fazer uma liquidação de um stock de 10 pastas dentífricas de marca Dentagard, um lote especial produzido no Uzbequistão, e com data de validade bastante prolongada: 87 de Janeiro de 2389. Preço único de 1€ por embalagem. E se for um dos primeiros a encomendar recebe grátis 2 latas de Atum com a melhor sardinha portuguesa de Marrocos, um gel de duche Rexona produzido na Mibróguia do Norte, um dos mais avançados países do hemisfério central. E ainda lhe oferecemos uma embalagem de Tampax Hygix com partículas NanoXerNobyl, uma edição biológica e 110% natural que contém umas partículas muito pequeninas que brilham no escuro. Aproveite!

segunda-feira, julho 09, 2007

Acção Social

Longe vão os tempos em que, quando era necessário marcar posição, reivindicar ou assinalar qualquer opinião social, era necessário fechar-se na casa de banho da RTP e ameaçar explodir tudo com uma bomba. Hoje as coisas no nosso país estão mais pacíficas e isso repercurte-se nas demonstrações de determinados grupos organizados.
Há dias assistimos a um exemplo claro de que a sociedade civil tornou-se mais criativa e assinala alguns dias de uma forma mais descontraída. Depois do homem que andou a correr para trás na Rotunda de Lisboa por causa das crianças desaparecidas, tivemos ontem o apogeu das iniciativas de apoio a causas sociais. Uma organização quis celebrar o meio caminho percorrido com vista à meta estabelecida pelos Objectivos do Milénio, que é apenas a eliminação da pobreza mundial em 2015.
A forma encontrada para celebrar o dia é sui generis. Greve de Fome? Calcorrear a N125 do Algarve de joelhos? Espremer borbulhas das costas do António Costa? Não senhora, esta organização optou por dar um sinal equívoco à sociedade e ao mundo de que a pobreza é um mal que necessita de ser irradicado. E nada melhor do que um gesto assertivo que volte a colocar i assunto em cima da mesa a nível global. E o gesto encontrado foi: um mergulho no mar! É isso. "Eh pá, já que estamos todos aqui na praia, vamos ali dar um mergulho pela pobreza. Depois vamos comer um geladinho pela fome no mundo, mordiscar uns caracóis regados a cervejolas para mostrar ao mundo que não nos esquecemos do problema do aquecimento global".
Se isto agora é assim, então nada melhor do que aproveitar a embalagem e manter o mesmo espírito solidário. Hoje vou levar a cabo uma iniciativa lá em casa com a minha mulher e que mete cama. Tudo em prol das mulheres vítimas de tráfego sexual, ali indefesas, tantas delas a necessitar de carinho e colinho, são ainda vendidas como carne por pessoas sem escrúpulos e coração algum. Espero que a minha mulher não se negue e participe activamente nesta iniciativa solidária. É que é pelo bem da Humanidade.

sexta-feira, julho 06, 2007

Conversa do Caroço

Kiwi: Oi Cajú, tudo legal?
Cajú: Olá Kiwi, por aqui hoje?
K: É verdade. Decidi sair de casa e vir apanhar ar fresco. Em breve vou entrar na salada de frutas e quero aproveitar os meus últimos tempos de vida.
C. Coitado...ameixa lá, é para isto mesmo que existimos. Estou para aqui a falar mas mais dia menos dia vou servir de aperitivo.
K. É a vida...
C. Mudando para temas mais divertidos, sabias que a lima foi apanhada pelo limão, seu marido, na marmelada com um morango?
K. A lima? Não posso!
C. Imagina a cara de melão com que ficou o limão ao chegar a casa! Entretanto divorciaram-se mas ela sacou-lhe uma data de cacau com o processo.
K. E o limão quando se deparou com o espectáculo não fez nada?
C. Acho que ainda tentou dar uma castanhada ao morango, mas sem sucesso. O morango fugiu.
K. Aqui entre noz ele bem que estava a pedi-las. Estava sempre fora, com outros citrinos...a mulher chateou-se, claro!
C. Bem, com isto tudo foi ele que saiu de casa.
K. Ele é que saiu?!?! Ainda por cima? Aquele limão é mesmo um banana...E amora onde agora?
C. Foi para fora, decidiu abandonar tudo e emigrar. Foi para a Síria, para Damasco...
K. Tão longe?
C. É, parece que ficou a bater mal do côco e bazou...
K. Carambola, que história!!!
C. Não estejas tão surpreendido...histórias destas há aos quilos. É o fruta-pão nosso de cada dia, infelizmente. Mas o melhor ainda está para vir, ouve só: a lima juntou-se com uma maçã.
K. Pêra lá, mas agora é gay???
C. Ehehehehe...sim! Não é lindo?
K. É a cereja em cima do bolo...
C. Bem, a conversa está boa mas tenho de ir. O boletim meteorológico avisou que os raios Uva estavam muito fortes hoje...
K. Sim, sim, vamos, temos de ter cuidado com a casca...

terça-feira, junho 26, 2007

"FN": Fernando Negrão ou Frente Nacional?

http://videos.sapo.pt/asilV8KszQgHnfbRwusD

Jornalista: bom dia, Dr. Negrão. Obrigado por ter aceitado responder a umas breves perguntas para o SOL.
FN: Ora essa, o prazer é todo meu. Ainda por cima para uma instituição de solidariedade como a vossa.
J: O nosso jornal não é uma instituição de caridade, muito pelo contrário...mas agradeço o elogio...adiante.
J: O que acha da actual situação da CML?
FN: Bem, nada positiva como deve calcular mas não percebo qual o interesse da Clínica Médica Lisbonense, da qual sou cliente, para esta entrevista...
J: Não, estava a referir-me à Câmara.
FN: Qual Câmara? Estamos a ser filmados, é?
J: Não! À Câmara Municipal, à qual concorre! Acha que a EPUL tem beneficiado ou prejudicado a Câmara?
FN: Bem, considero que a nossa empresa de abastecimento de água tem tido um desempenho exemplar que em muito tem dignificado os nossos serviços. O mesmo já não posso dizer da EPAL. É um escândalo o que se tem passado na sua gestão.
J: Será melhor mudar de assunto... E a segurança da cidade? Acha que a PSP está bem apetrechada?
FN: Como compreende, terá de perguntar à Sony. O meu filho tem uma mas ainda não tive oportunidade de a experimentar. Estar em campanha ocupa-nos 24 horas do dia.
J: Para terminar, se perder as eleições demite-se do PSD?
FN: Deve estar enganado, eu nunca fui do PSD! Eu sou do PND.
J: Não, permita-me mas o Sr. é do PSD, Partido Social Democrata!
FN: Hã?...


sexta-feira, junho 22, 2007

Verdades, Made in Portugal

- Sempre que passamos o semáforo amarelo, há sempre mais um carro que passa atrás de nós
- Os miúdos mais depressa têm telemóvel do que boas notas
- Ter um bom carro não significa quase nunca ter uma boa fortuna
- É mais vergonhoso não ter GPS do que dever ao fisco
- Dizemos que adoramos ler (mas a Bola não devia contar)
- Uma unha encravada é motivo para ir à Urgência do Hospital
- Adoramos ajudar a lavar os passeios com o nosso próprio escarro
- Gostamos de nos queixar da vida, mas quando viajamos encontramos sempre uma família portuguesa de férias
- Gostamos de criticar os políticos, mas quando há eleições vamos mas é para a praia
- Não abandonamos os animais (os animais é que fogem de casa)
- Os Doutores, curiosamente, não são só os médicos
- A passadeira é um elemento meramente decorativo do alcatrão
- É mais importante ter casa própria do que ter os dois rins
- A nossa gastronomia é maravilhosa, mas o McDonald’s é que está cheio
- Entre o Afonso Henriques e o Egas Moniz, venha o Cristiano Ronaldo

- Damos o litro no trabalho, mas só quando alguém está a ver

quarta-feira, junho 20, 2007

Novo aeroporto Internacional de Lisboa!

Em altos voos andam os senhores que fazem os estudos da localização do novo aeroporto. Soube-se que, em dez anos, se gastaram cerca de 143 milhões de euros (mais coisa menos coisa) em cerca de 143 estudos (mais coisas menos coisa) que por sua vez, conduziram a outros estudos, onde se irá certamente gastar mais e mais euros em...estudos. Os resultados, a ver pelo que para ai se diz, são inconclusivos. E vão levar a mais seis meses de estudos. Esta paragem para estudar, para meditar e reflectir sobre o novo Aeroporto é talvez para calar os contestatários e não haver barulho, numa altura em que o PS anda a querer ganhar a câmara de Lisboa. E certamente que tanta inconclusão é alimentada pelos próprios estudiosos. Isto é um bocado como aquele médico de província, que ao passar o testemunho ao seu filho também médico, este lhe aparece e diz "pai, sabes aquele senhor que cá vinha todos os meses com febres altas e que lhe davas uns anti-piréticos?" "Sim", "Descobri o que é. Tinha uma carraça atrás da orelha, tirei-lhe-a e tenho a certeza que vai ficar bom." "Ainda bem, mas quero ver como é que isso te vai ajudar a pagar as contas no final do mês".
Os estudiosos do aeroporto, alimentam a indecisão e criam a necessidade de novos estudos.
Os engenheiros, mais ou menos sérios, uma vez que são seres por natureza pragmáticos e têm a experiência prática no terreno, juntam-se aos pareceres dos consultores. Os consultores que nada mais fazem do que opinar sobre tudo e sobre nada, sem na realidade ajudarem a chegar a conclusão alguma, até porque não sabem e não fazem nada senão opinar. São um pouco como os advogados, que nunca dão direcções, apenas seis ou sete caminhos, mas no caso dos advogados estes sabem de leis, e os consultores no fundo não se sabe bem o que sabem. Sabem ganhar dinheiro. E todos nós, mesmo sem querer, sabemos pagar.
Os estudos são assim uma mistura de coisas concretas de engenheiros com coisa alguma de consultores (e alguns economistas, arquitectos e etc) e como tal, levam a mais estudos. É talvez por haver tanta gente a dar pareceres que o novo aeroporto, tarda em aparecer. Sim, já lá vão dez anos de estudos.
Acho que com as eleições para a câmara se deveria também referendar a localização do novo aeroporto. Mal por mal eu devo perceber tanto de aeroportos como os que opinam. O É a Vida, já começou a sondagem. E como blog democrático que é, aceita mais sugestões vossas. Eu por mim fazia o novo aeroporto no Terreiro do Paço, que é uma zona bem central e que um dia eventualmente terá metro. É só deitar abaixo, uns quantos prédios cheios de ministérios e políticos ociosos que por ali persistem e já está.

terça-feira, junho 19, 2007

Alcochete International Airport

Poderíamos ir pela epistemologia mas fica melhor ir pela nomenclatura. Meus amigos, Ota não dá com nada. Nem sequer nome de aeroporto tem. Dizer que avião X vai aterrar no Ota International Airport não é certamente factor de orgulho nacional. Mas o caso já muda de figura quando o mesmo aparelho aeronáutico de desloca para o Alcochete International Airport. Ah, como enche a boca! Não é um bocejo ou uma mera cuspidela para o ar. É um nome de verdade, não uma coisa de três letras que mais parece uma sigla.
Alcochete traz consigo associada uma característica que pode favorecer o crescimento de turismo português. E reside no prefixo "Al" da primeira sílaba. Vamos todos assumir que este pedaço de terra é mais um destino marroquino. Para além de continuarmos a enganar mais alguns estrangeiros e a sacar-lhes os euros, teríamos ainda a vantagem de passar a ideia de que o nosso país é um destino desenvolvido quando comparado com os nossos parceiros africanos. Era a maneira de voarmos logo para o pelotão da frente!

segunda-feira, junho 18, 2007

Medo, ai que medo!


Hoje quando entrei no nosso blog, senti um ligeiro mal estar. Em vez de ficar esfuziado com a enorme qualidade do blog, como habitualmente, senti uma energia negativa. Uma vibração nefasta. Hesitei em continuar a escrever, mas vencendo este temor inexplicável, continuei. Continuei por todos vocês, que nos lêem. E sem compreender a razão de tal facto, fui ler os comentários às nossas postagens para ver se havia algo de menos normal. Alguma rezinha. Aparentemente não. Por cá andavam apenas os nossos fiéis seguidores, a quem nós próprios também seguimos, tornando os nossos blogs um ciclo vicioso alimentado e alimentando-se apenas por nós e por eles. Falo do mak, da kat, da catarina, da cuga, de oomitra e peço desculpa pelos milhares que me esqueço de referir. Mas não. Não eram eles que escreviam coisas que justificassem o meu mal-estar. Percorri o blog e depois de ficar novamente maravilhado com a qualidade do que ia encontrando, eis que, estupefacto, no número de visitantes encontro a razão: 19.666. Era mais do que o número da besta e do anticristo, era-o também, mas 19 vezes superior. E isto não devia ser bom. Não sou supersticioso. E diabo me carrregue se para o provar não vou já aqui dizer uma série de coisas malditas: belzebu, demo, lucífer, satã, gato preto, encruzilhada, ogromovel, urubu. Viram? nada se passou. Tirando talvez o facto de o rádio ter começado a tocar sozinho, ainda por cima sintonizado na Radio Cidade. Bom e acabou de acontecer um acidente no eixo porte sul. E a minha colega sofreu um ligeiro achaque e está toda roxa. Pensando bem, não brinco mais com estas coisas. E já agora vou ali lavar a cara sete vezes e rezar às 3 Marias. Aproveito e peço a minha colega para me deixar beijar-lhe o escapulário que ela ostenta entre as suas fartas mamas. E atei nos pulsos as 44 fitas na Nossa Senhora do Bonfim, que os vários amigos que vão ao Brasil me trazem. Como tenho os braços curtos, já pedi à minha colega para me atar dois no falo. Assim, devo estar protegido.
Voltando ao 19.666. Peço-lhes, rogo-lhes que nos visitem muitos nestes dias e nos afastem deste número maldito. Senão, que o Diabo vos carregue.